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Meritocracia corporativa não é somente remuneração variável

O presidente do IB Mérito – Instituto Brasileiro de Meritocracia, Silvano Szezecinski, afirma que existe uma visão reducionista do modelo de meritocracia corporativa que foca somente na remuneração variável. “É muito maior que isso, pois o modelo de gestão de pessoas impulsiona resultados superiores”, disse nesta terça-feira, 3/10, na palestra sobre a importância da meritocracia nas organizações públicas e privadas durante a reunião de diretoria da Associação Comercial de Porto Alegre.

Para Szezecinski, a meritocracia está alicerçada em quatro pilares: visão integral da remuneração, gestão de performance, gestão de carreira e sucessão e gestão de talentos. Em relação as principais causas da baixa produtividade, citou as pesquisas da Fundação Dom Cabral e o Fórum Global Mundial: falta de qualificação profissional, alto custo de mão-de-obra, leis trabalhistas restritivas, qualidade da educação e inadequação da infraestrutura nacional/investimentos em inovação e tecnologia.

A competitividade no Brasil é um tema grave, conforme ele. “Desde 2011, estamos ladeira abaixo. No ranking mundial de 2014 o Brasil estava em 57º lugar em um total de 61 países.”  Entre os modelos ultrapassados, Szezecinski ressalta os cenários trabalhistas, com convenções médias de 6% a 8% de reajustes; encargos trabalhistas de 87% a 103,4%; reclamatórias trabalhistas que ultrapassaram 100 milhões de ações, resultando em pagamentos em torno de R$ 17 bilhões nos últimos anos.

O IBMérito dedica-se a criar, desenvolver, reunir e compartilhar conhecimentos que fomentem a disseminação e implantação da cultura da meritocracia nas organizações. O instituto foi criado em Porto Alegre em 2016 por iniciativa de um grupo de executivos sensibilizados com a questão da baixa competitividade das empresas brasileiras.