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Marchezan apresenta situação das finanças da Prefeitura

Na busca de mais harmonia entre Prefeitura, sociedade civil, funcionários municipais e Câmara de Vereadores para que Porto Alegre retome o caminho do crescimento sustentável, a diretoria da Associação Comercial de Porto Alegre reuniu-se nesta quinta-feira, 14/12, com o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) no Palácio do Comércio.

O presidente da Associação Comercial de Porto Alegre Paulo Afonso Pereira abriu a reunião lembrando que, ao longo da sua história de 159 anos, a entidade tem contribuído para o desenvolvimento da Capital, sempre buscando ser um elo entre o setor público e a iniciativa privada.

Segundo ele, o trabalho conjunto é a fórmula mágica. “A combinação de competências da equipe do Prefeito com a da sociedade organizada pode produzir bons resultados.”

Neste encontro, a diretoria buscou subsídios e informações capazes de melhor entender a grave crise financeira que se encontra a Prefeitura para ajudar nas soluções para a sua estabilidade. E, partir daí, atender as crescentes demandas da população nas diversas áreas do desenvolvimento social, econômico, saúde, educação, segurança, infraestrutura, serviços, tecnologia e inovação, entre outros.

Segundo Marchezan, que busca apoio das entidades privadas para as mudanças necessárias, toda a estrutura jurídica está montada para a defesa das corporações e o embate delas é com a sociedade. “Engana-se quem pensa que a briga é capital versus trabalho. O caixa municipal praticamente está à disposição das corporações em detrimento das necessidades da população.”

Ele assegurou que defende o interesse público e foi eleito para fazer as reformas para a cidade. “Talvez o caos seja necessário para que as mudanças aconteçam. ”

Marchezan mostrou alguns números: De 2011 a 2016, o crescimento médio das despesas do Tesouro foi de 9,5%, enquanto a receita, 6,9%. Por isso, vai faltar no caixa da Prefeitura em 31 de dezembro próximo, R$ 186 milhões e a previsão de déficit em 2018 aumenta para R$ 435 milhões, se nada for feito.

Os gastos com a folha de pagamentos estão próximos de 53% do total arrecadado e o limite máximo permitido por lei é 54%. Esse percentual deverá ser atingido em breve porque o funcionalismo municipal tem reajustes automáticos. E quando ocorrer, param os financiamentos.

Para começar a resolver os problemas, a prefeitura encaminhou diversos projetos-de-lei à Câmara de Vereadores, como a correção da planta do IPTU, regime normal de trabalho dos servidores municipais de até 40 horas semanais, entre outros. A maioria depende de encaminhamento dos vereadores.